100 Crowd

Todas as cores em Byron Bay

19 de março de 2016

Pés descalços, hippies, hippies de boutique, mendigos, hipsters, ypipo, aventureiros, estudantes, hare krishna, enfim, Byron Bay tem de tudo.

É como se fosse o Rosa com asfalto, ou Búzios com mais onda, ou Trindade mais civilizada.

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Chegando na praia a gente viu The Pass de cima, um pico de surf com ondas extensas lotado de longboarders. Do lado dela fica Clarkes Beach, um beach break respeitável.

Bora estacionar e ficar aqui.

- Perae só pagar o estacionamento e a gente desce…

O precinho do estacionamento era 3 dólares a hora, isso mesmo. Acostumado a parar de graça em Trigg, esse valor pra gente foi absurdo. Ainda mais em Byron.

Estacionamento pago, corre que o taxímetro tá ligado!

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Parou uma van do lado da nossa barraca no camping.

- Esse sotaque aí é ozzie.

Meia hora escutando conversa dos outros só treinando o listening. Parecia um podcast.

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Radiação nível máximo, budget nível mínimo. Esse estacionamento pago não vai rolar, protetor mistura com água se tiver acabando.

Fomos a Main Beach. Encontramos The Wreck. O náufrago é outro pico de surf na principal praia de Byron. E do camping a gente ia à pé. Graças ao navio, o fundo é mais estável e sempre rola onda lá. É uma onda tubular, fechando a maioria, mas todo dia tem, liso.

Uma peculiaridade dessa praia é a galera trocando de roupa na areia. Acho que nego fica com preguiça de ir ao banheiro público. Falando nele, esse até fala, toca música, porém só dez minutos de uso. Voltando a praia, outras características são o topless e os cachorros. Sempre tem.

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Descoberta a praia, a rotina era café, surf, açaí. Todo dia. Nessa ordem. No primeiro, depois de 3 horas de surf, fomos conhecer a/o Lighthouse. Era uma caminhada de uns 3 ou 4 quilômetros.

Com subida, fome e chuva, meu humor começou a mudar. Não chegava de jeito nenhum e ainda cansadão do surf…

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O caminho é foda! Tem uma galera que faz ele correndo. Você passa pelas praias e dá pra ver a galera surfando lá de cima. Vale à pena muito!

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Chegamos no farol e a chuva não passava. Demos a volta nele, conhecemos, e estávamos indo embora.

- Porra, vamos esperar ali essa chuva passar.

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Passou. E logo na descida vimos um arco-íris.

- Olha lá, é um arco-íris! - Caralho que maneiro! - Ih, olha ali!!! - O que? - A outra parte!

Era um full rainbow. Nunca tínhamos visto antes. Dava pra ver ele todo, de ponta a ponta. Nascia no mar e terminava no mar. Um arco. Perfeito. Um presente de Byron pra gente!

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De noite ainda fomos dar uma volta no “centro”. Já tinha pegado onda pra cacete, rolado arco-íris, tava satisfeito, entretanto não tinha acabado.

Chegamos no City Centre e tinha um som ao vivo, The Strokes. Depois a bandinha ainda tocou Valerie numa versão Ska, The Black Keys e de quebra Song 2. Chave de ouro.

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