11 de novembro de 2019
Eu tô no tram e nínguem fala comigo. Agradeço. Esqueci meu celular em casa e agora tenho que olhar para a cara das pessoas. Todo mundo no celular. Scrolling. Sinto falta do meu. Porque a gente é tão viciado nisso. Aproveito pra ver mundo.
Tem um cara gordo em pé de óculos e boné. Ele vira e consigo ver que ele tem uma tatuagem no braço. É um… leão?! Parece um leão bêbado, com a cara de uma pessoa. Se fosse no Brasil eu diria que era o Lula chapado de cachaça com cabelo grande. No antebraço tem uma tartaruga. Meio maori meio figurinha de chiclete. Logo penso, “apropriação cultural?! ou deboche”. Whatever.
Li um tempo atrás um artigo falando sobre suícidio. A taxa tem aumentado entre os adolescentes. Logo pensei, “redes socias”. Não é que eu tava… errado. A causa seria briga com familiares, bullying ou agressão.
Qual o problema das redes sociais?
Tô no tram de novo. Já é outro dia. Dessa vez tenho meu celular. Instagram: a cada 10 posts 11 são ruins. Stories. Hmmm ok. Twitter: parece que o mundo só tem lésbica e comunista.
O problema não é rede social. As pessoas são livres para escolherem quem seguir, o que curtir e o que ler. Se você se sente inseguro, triste, depressivo quando abre o Facebook, simplesmente não abra mais. Se você acha que as pessoas só falam de política no Twitter, deleta o app. No Instagram as pessoas são fake? Não olhe mais seu feed. Ou ignore tudo que eu falei e faça o que você quiser.
Liberdade é uma das melhores coisas do mundo.