18 de agosto de 2014
Estamos cada vez mais buscando a evolução no surf. O esporte tornou-se super profissional. Um surfista do World Tour tem técnico, faz musculação, viaja em busca de ondas para melhorar seu surf e mais. Hoje existem até personal surfers para ajudar os não profissionais que são viciados em deslizar sobre as ondas, no aperfeiçoamento do surf. Falando dos não profissionais, até que ponto a busca pela perfeição é válida?
Quando estamos começando a aprender e o simples fato de ficar em pé e descer uma onda é auge do surf. Com o tempo esse momento se torna comum e você quer andar na parede da onda. Aquele êxtase antigo passou para um próximo objetivo. Daí pra frente você quer fazer as manobras. E por aí vai. O problema é quando o próximo passo é demorado demais ou sua mira aponta pra um lugar fora do seu alcance. É precisar achar um equilíbrio para não se frustrar e conseguir continuar evoluindo. Mas como? Minha suspeita é que esta resposta está dentro da nossa própria mente.
E porque cheguei até esse assunto? Sábado estava esperando uma série para fotografar um surfista em Itacoatiara e quando ela veio ele dropou no retoside. Aquilo me deu uma certa decepção porque a onda era boa e eu perdi essa oportunidade de fazer uma foto melhor. Mas depois de refletir sobre isso, pensei que ele podia estar amarradão de ter surfado a onda mesmo que tenha descido reto. Aí comecei a pensar no prazer do surf e o retoside e decidir fazer esse post.