22 de fevereiro de 2016
Depois de uma noite de frio e chuva acordamos com sol tímido pela manhã. Hora de estrear o kitchenware. Ovos mexidos e pão.
Bora pra praia. Grunters. Sem crowd. Sem ninguém. Tinha uma esquerda quebrando que eu não queria ver. Surfar em Margaret já fico meio bolado por causa dos sharks, sozinho nem pensar.
Dez minutos depois chegaram dois coroas e um cachorro. O último parecia mais velho que os dois, mesmo assim mostrava sua disposição num persistente latido mudo. Vamos ver aonde esses malucos vão cair. Pode ser que eu caia.
Dentro d’água o dono do canino desce numa boa esquerda. Porra tá bom, pensei. De repente, chega uma galera da Alemanha trocando ideia com a gente.
- Como que tá? - Tem umas ondas.
Segundos depois eles começam a pegar wetsuit e prancha. É agora, vou entrar com esses malucos aí. Botei a roupa de borracha, peguei minha pranchinha já véia de guerra e..
- Are you going? - Yeah… Not now.
Porra, agora vou ter que entrar sozinho. Fui.
Pra entrar rema um pouco. Quer dizer, rema demais. Primeira onda e quase dei de cara com a pedra. Calma bro. Falei pra mim mesmo. O pico é uma esquerda perto de umas pedras e, se você dropar atrasado (como eu fiz) pode acabar dando de cara com as rochas.
Trinta minutos e mais umas ondinhas. Nada de especial. Até que veio uma pra mim. Já tava cansado de ver os coroas pegando as boas de camarote. Uma esquerda com tamanho. E parede. Deu pra fazer a cabeça.
Depois dessa só rolou umas ondinhas mais ou menos. O pico tinha mudado de lugar e a duplinha de meia idade tava mais no outside ainda. Já deu. Pra mim tá bom. Sair vivo com a cabeça feita em WA já é lucro!