7 de agosto de 2015
Tava voltando pra casa de metrô. Era umas 15 horas. Essa hora eu fico com medo de voltar de ônibus pelo Aterro.
- Então gente, essa foi a música de Fulano de Tal - disse o maluco da flauta junto com seu parceiro no cavaquinho. - Agora a gente vai tocar uma música de Cicrano…
O “show” acabou, eles recolheram dinheiro e o cara do cavaco disse:
- Pessoal, isso que a gente tá fazendo é proibido no metrô, se vocês tiverem a oportunidade, falem com os funcionários do metrô que vocês gostam.
Beleza. Eu gosto. Devia ter mais uma galera que também gosta/gostou do samba/choro no vagão. Mas tem gente que não gosta. Tem gente que gosta só de funk. Tem gente que gosta só sertanejo. Só de rock. Detesta samba e pagode. E aí, como faz?
Se você respondeu “sai do vagão”, tipo os incomodados que se mudem, nem precisa de continuar lendo. Você é um idiota.
Continuando no metrô:
- Depois da música, vem o teatro! - gritaram a dupla de artistas e começaram a recitar um poema.
Eu não gosto de teatro. Nem de poema. Ainda mais com duas pessoas gritando. Que se foda eu né?! Acho que foi isso que eles pensaram.
Terminada a peça, seguiram recolhendo dinheiro e foram embora.
- E agora, vem o que? A parada gay? - pensei.
Ainda bem que as performances tinham acabado.
O metrô vai virar um circo se continuar assim. Tem gente que gosta. Mas também tem gente que não gosta. Já parou pra pensar nisso?
Quer mostrar seu trabalho? Vai numa praça pública e recita um poema lá. Ou toca seu cavaquinho na rua. Quem não gosta, passa direto. Melhor né?! Agora ser obrigado a ouvir e ver o que não gosta numa caixa fechada pra mim é tortura.
Viva a liberdade dos outros!