8 de maio de 2015
Então você está indo para a Big Island?! Big Island é a ilha menos turística do Havaí. Geralmente, os turistas vão mais para Oahu e Maui. E isso é bom! Menos gente, menos fila, mais espaço. Em Big Island, a maioria das pessoas ficam em Kona, lado esquerdo da ilha, mas também há a possibilidade de ficar em Hilo, lado oposto.
Vou falar primeiro sobre o mais importante, o surf. Em Kona tem vários picos, parênteses para uma breve historinha:
Tinha acabado de chegar na ilha, um dia sem ondas, outro dia sem ondas… Até que passeando de carro…
- Perae, tem uns bodyboarders surfando ali.
Era Banyans. Parei o carro, peguei a prancha nova comprada no North Shore e fui caminhando para o pico. A praia não tem areia, tem coral. Para entrar tem uma escadinha que sai direto no mar. Desecendo…
- Ops!
Escorrega daqui, apoia dali, vou cair, não posso cair, to escorregando, fudeu, perae… A escada é traiçoeira, escorrega muito. Depois de ficar sambando nela vi que ia cair e dar aquela ralada nas costas e resolvi me apoiar com a prancha. Nova. Não caí. Mas a prancha… Abriu um rombiho perto do bico. Fudido, fudido e meio. Fui remando.
Cinco minutos no outside, dos três malucos que estavam no mar, dois saíram. Mais cinco minutos e tô sozinho. Quase cinco da tarde. Tubarão aparece ao entardecer. Já tava na paranóia e tinha pego apenas duas direitinhas mixurucas. Olhava pro fundo e via coral e peixe. Muito peixe. Porra, só vou pegar uma esquerda e vou sair, pensei. E ela veio. Da série. Dropei, acelerei, rasquei e… Tá muito raso aqui.
Quando saí da onda a água batia no meu calcanhar. Putz. Começou o desafio de sair do pico. Vinha onda, segurava a prancha, pisava no coral e me equilibrava. A cena se repetiu por um minuto. Até que veio uma com “mais água” e consegui sair remando. Perrengue. Banyans tem muito coral e é muito raso. Na maré seca então…
Passado o susto, depois da tempestade vem a bonança. Navegando pelo magicseaweed, vi que tinha um swell chegando no outro lado da ilha. Programei para partir pra lá no outro dia. Tinha o nome do pico e um GPS. Bastava.
Cheguei em Honoli. Vista do alto do spot. Vários spots. E melhor, no canto esquerdo, tinha menos gente. Tava do jeito que o goofy gosta! Dá aí pra frente foram 3 horas de surf sem parar. Máquina de ondas. Saindo da praia ainda deu pra ver o show das baleias humpback. O surf na Big Islando estava feito. Mission accomplished.
Voltando ao assunto principal, o que fazer em Big Island, o que não falta são opções. Em Kona, tem sempre uma galera fazendo snorkel. Tem gente fazendo SUP. Canoa havaiana. Tem uma galera correndo também. Essa atividade merece destaque. Tem muita gente correndo lá. Parece que Kona faz parte de uma etapa do Ironman, não sei direito. Tem várias lojas que vendem equipamento de corrida e bike na cidade.
Continuando, tem os passeios de barco para ver as baleias de perto. Tem o luaus artificiais nos hotéis. E, pra finalizar, não menos importante, o passeio até o parque dos vulcões. Dentro do parque tem vários passeios de acordo com seu tempo. Trilha de uma hora, trilha de duas horas, passeio pra quem quer ver lava, passeio tranquilo, passeio level hard. Tudo bonitinho indicadinho dentro do parque. This is USA bro. De Kona até o parque dá umas 3 horas de carro. Tem que ir cedo se você quiser fazer as trilhas mais longas. Ah, lá é frio. Não deixe de levar um casaco. Acho que é isso.