16 de junho de 2015
Blusa xadrez, óculos e barba. Assim estava o motorista de ônibus hoje. Estilo hipster. Hoje já comum ver gente com esse estilo. Os hipsters não gostam. Não gostam de nada popular. Se populariza, eles começam a não gostar.
Mas isso não é coisa só de hipster. As classes médias e altas também são assim. Se alguma classe mais baixa começa a fazer as mesmas coisas que essa pessoa de classe mais abastada faz, tudo passa a ser coisa de pobre.
Fizeram uma pesquisa no Estados Unidos com os nomes dos bebês. Eles conseguiram perceber que os pobres copiavam os nomes de filhos de famílias mais ricas, e, com o tempo, esses nomes ficavam populares. Percebendo a popularização de certos nomes, os ricos passavam escolher novos nomes para sua família e assim o ciclo se repetia.
Fazer compra em Miami e ir pra Disney vai virar coisa de pobre daqui uns anos.
O ser humano busca ser diferente. O que seriam do branco se todos gostassem do amarelo? Antigamente eles pintavam o corpo, penduravam argolas e se enfeitavam com adereços. Hoje as pessoas… deixa pra lá.
Voltando ao ônibus, agora me surgiu uma dúvida, quando o motorista me deu “bom dia”, ele estava sendo educado ou diferente?