9 de setembro de 2014
Montañita fica no Equador. A mais ou menos 3 horas de Guaiaquil. É uma cidade pequena com uma direita bem extensa. É uma mistura de Trindade com Praia do Rosa.
Chegando lá fui direto pro mar. Mas antes tive que deixar minhas coisas na pousada. Ou albergue. Ou barraco. Sei lá que porra era aquela. Já sabia que tinha me fudido na escolha do lugar e pra tentar postergar a cagada, fui surfar.
Voltando do surf pude ver que o fundo de piedras proporciona ótimas direitas. E, agora tinha que dormir naquele lugar. Só que não dava. No Equador é quente. Quente pra caralho. Você não para de suar. Parece que está fazendo sauna 24 horas. Tentei dormir com a janela aberta porque o quarto não tinha ar nem ventilador. Mas os mosquitos não deixavam. Então, fechei a janela e molhei o a cama. Não adiantou.
- Tenho que sair daqui - pensei.
Percorri a cidade inteira atrás de outro lugar e tudo estava cheio. A noite na estrada não tem luz. Só dava pra ver algo quando um carro passava. Me deparei com uma cobra atravessando a pista. Só falta eu ser picado e morrer aqui, na beira da estrada, a dois passos do paraíso.
Finalmente, consegui arrumar outro lugar. Desenrolei no español com a velhinha dona do “resort”, que depois que ficou sabendo que eu era brasileiro começou a disparar palavrões na tentativa de me manter no seu empreendimento.
Passado alguns dias de bom surf, chegou a quarta-feira de cinzas de Carnaval. E, esse dia vi a direita mais perfeita quebrando. Na minha frente. Foi a melhor onda. Estava satisfeito. Queria voltar já. Mas ainda restavam alguns dias.
O que eu fiz? Continuei surfando.