31 de agosto de 2015
Há um tempo atrás no Leme, um dia de água quente e marolas de meio metro, mais ou menos umas 10 horas, entrou um bodyboarder no mar anunciando:
- Esse é a nova modalidade do surf…
O surf está crescendo. No Rio, o efeito Medina trouxe bastante crowd para o antes pacato pico tubular da zona sul. Hoje as 7 da matina já tem 20 cabeças na água.
O surf está mudando. As manobras aéreas estão mais comuns no tour.
O surf está inovando. E é aí que eu queria chegar.
Não, eu não estou falando do “Pipe Dream”. Isso não é surf.
Também não estou falando das loucuras do JOB surfando Pipe com botes ou softboard.
Um exemplo de inovação, que é paradoxal, é a volta ao passado com as pranchas de madeira. As alaias.
Outro exemplo seria o SUP. Hoje todo mundo surfa. De SUP (?). Ou seria veleja. Ou navega. Já sei: Supa! Supa de SUP.
E o Wavejet, o mais escroto (ou desleal) e inovador jeito de pegar onda. Será que daqui um tempo a gente vai achar normal surfar com motor na prancha?
Enfim, o que eu quero dizer é que do surf estão surgindo outras coisas. Novas modalidades. Novos conceitos. Agora, se isso é bom ou ruim, só o tempo dirá.
Voltando ao bodyboarder:
- Essa ninguém inventou ainda, surfconha! - e seguiu rumo ao outside sem deixar que seu baseado fosse apagado pelas ondas do Leme.